Uma nova liderança, adaptada para o Brasil
Adam Kingl é palestrante e educador, atuando em instituições como Duke Corporate Education, London Business School e Imperial College O Brasil tem muito a aprender com o conceito do professor do Imperial College de Londres e autor do livro Next Generation Leadership, Adam Kingl, que propõe um modelo de liderança baseado na inovação aberta: a “liderança crowdsourced”. Essa abordagem desafia a estrutura hierárquica tradicional, valorizando a colaboração, o acesso às melhores ideias e a diversidade de perspectivas, elementos essenciais para o sucesso de profissionais, organizações e ecossistemas em um mercado global cada dia mais dinâmico.
Kingl destaca que "as pessoas não precisam trabalhar para você, para trabalharem com você". Essa frase sublinha a importância de construir ecossistemas que transcendem as fronteiras organizacionais, promovendo a colaboração e a inovação aberta, uma vez que a competição não se dá mais no nível de organizações, mas sim, de ecossistemas. O líder, nesse contexto, atua como catalisador da troca de conhecimento e colaboração entre diferentes estruturas, níveis e atores, integrando startups, universidades e grandes empresas em redes colaborativas que impulsionam a competitividade e inovação.
A Lei de Joy, destacada por Kingl, afirma que "as pessoas mais inteligentes trabalham para outra empresa". Para líderes brasileiros, isso é um lembrete para explorar parcerias externas e atrair talentos por meio de projetos desafiadores e inspiradores, em vez de confiar apenas nas suas estruturas internas.
Kingl apresenta a ideia de que o público interno pode ser incentivado a experimentar. No Brasil, onde a inovação muitas vezes enfrenta barreiras burocráticas, a criação de mecanismos internos que democratizem ideias e acesso a recursos pode fomentar a criatividade e a inovação.
Adaptar o modelo de “liderança crowdsourced” ao Brasil requer considerar particularidades culturais. A ênfase em relações interpessoais e valores coletivistas pode potencializar a eficácia dessa abordagem, desde que os líderes promovam a inclusão e criem ambientes onde a diversidade de vozes seja valorizada.
A liderança do futuro, conforme Kingl, convida líderes brasileiros a repensarem estruturas organizacionais, valorizarem colaborações externas e utilizarem recursos internos para impulsionar a inovação. Adotando esses princípios, o Brasil pode não apenas enfrentar desafios locais, mas também se destacar como protagonista em um cenário global em constante transformação.



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