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Boston,26/02/2026

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Brasil em movimento

Por Igor Calvet


Brasil em movimento Igor Calvet é Presidente Executivo da Anfavea

A mobilidade urbana atravessa um período de transformação decisiva, que não pode ser compreendida apenas pela lente da tecnologia, mas pela convergência entre inovação, políticas públicas e visão estratégica de futuro. Como presidente da Anfavea, vejo com clareza que o Brasil precisa acelerar essa transição se quiser estar entre os protagonistas da nova era da mobilidade. E destaco que esse é um processo que já está em curso há muitos anos, embora seja difícil percebermos por estarmos nele inseridos.


Os avanços tecnológicos são evidentes: veículos eletrificados, conectados e com grau cada vez mais elevado de automação. Sistemas de assistência à direção estão revolucionando o modo como nos deslocamos. Essas inovações aumentam a segurança viária, reduzem o impacto ambiental e tornam o transporte mais e ciente. No entanto, tecnologia sem infraestrutura e políticas adequadas é como uma estrada sem saída. Não basta produzir veículos mais limpos se as cidades não oferecerem condições para que circulem, desde pontos de recarga até políticas de incentivo que reduzam o custo de acesso para a população.


É aqui que entra a necessidade de parcerias sólidas entre poder público, indústria, academia e sociedade. O Brasil já deu passos importantes com programas como o Mover, que oferecem previsibilidade para investimentos e orientam a indústria no caminho da descarbonização e da segurança. Mas precisamos ir além. A política industrial deve dialogar com a política urbana, para que a inovação tecnológica se converta em qualidade de vida nas grandes cidades.


Acredito que o futuro da mobilidade urbana será determinado por nossa capacidade de integrar transporte público, automóveis de uso próprio ou de aplicativos, logística inteligente e planejamento urbano sustentável. Isso inclui o transporte de cargas, com diferentes modelos com porte adequado ao entorno e ao centro das metrópoles (o chamado last mile). A indústria automotiva tem um papel central nesse processo, mas não pode agir sozinha. Precisamos de marcos regulatórios estáveis, incentivos de longo prazo e clareza sobre o papel de cada agente na transição energética.


O Brasil tem uma oportunidade única de liderar esse movimento. Temos um parque industrial robusto, mão de obra qualificada e uma crescente consciência ambiental. Se soubermos alinhar inovação e políticas públicas consistentes, poderemos não apenas transformar nossas cidades, mas também consolidar o país como referência global em mobilidade sustentável, usufruindo da combinação das novas tecnologias com a nossa experiência de cinco décadas com bicombustíveis.




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