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Boston,26/02/2026

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Paulo Skaf: retorno triunfante à FIESP


Paulo Skaf: retorno triunfante à FIESP Paulo Skaf, empresário e presidente eleito da FIESP

No cenário internacional, 2025 marca o retorno de Donald Trump ao posto de maior relevância mundial. No cenário brasileiro, por consenso, os industriais paulistas restituem Paulo Skaf à presidência da poderosa FIESP. Resguardadas as nuances diferenciadoras e exceções que confirmam a regra, em geral líderes máximos de organizações que reassumem tais posições após um lapso temporal, retornam para entregar suas melhores gestões. Donald Trump persegue tal objetivo, e Paulo Skaf mira no mesmo alvo. Confira alguns de seus insights na Entrevista Glocal - Magnus.


Quem é Paulo Skaf?


Sou empresário da área industrial e da construção. Casado, tenho cinco filhos, também empresários. Fui candidato a governador de São Paulo e presidi a FIESP, CIESP, SENAI, IRS e SESI por 17 anos, até dezembro de 2021. Tenho alma empreendedora e prazer em servir. Por destino, retorno à presidência da FIESP a partir de janeiro de 2026.


O que mudou em suas motivações pessoais e na forma como pretende liderar a entidade?


Permaneço um apaixonado pelo Brasil. Após cumprir meu papel em 17 anos de dedicação voluntária, fui convocado por representantes de todos os setores produtivos para aceitar esta missão novamente. Um movimento de união irrecusável. O plano que a vida me impôs, neste momento de grandes desafios globais e internos, é o de ajudar o meu país.


O que a sua nova gestão quer deixar como marca?


A união do setor produtivo e o foco na competitividade global e tecnológica. O primeiro movimento foi definir os presidentes dos 16 Conselhos Superiores da FIESP, que com a nova composição irão funcionar como verdadeiros ‘ministérios da sociedade’. Integram esse grupo nomes como Roberto Campos Neto, Tereza Cristina, José Mendonça Filho, Sergio Moro e Roberto Azevedo, entre outros. Um time não só de paulistas, mas de representantes de oito estados para pensar o Brasil. Vamos atuar com uma visão global, de diplomacia empresarial nos principais mercados e resgatar o nosso compromisso de estar preocupado com os problemas do país. Como bem lembrou Campos Neto, “precisamos de soluções privadas para os problemas públicos”.


Qual é o papel estratégico de reunir figuras de destaque político, jurídico e econômico nos Conselhos da FIESP?


A FIESP defende a inovação, o setor produtivo e a redução da carga tributária. Mas nosso propósito vai além: buscamos ativamente o equilíbrio, a paz e as respostas para os problemas mais urgentes do Brasil. Ao todo são 16 presidentes, mas cada Conselho conta com algo em torno de mil voluntários, que se dedicam a buscar ideias e soluções para o país. Essa união das melhores cabeças pensantes e entusiasmo nos dá a certeza de que a FIESP se posiciona, mais uma vez, na vanguarda da busca por uma nação mais justa, produtiva e segura para todos.


O que é necessário para o setor industrial ganhar mais protagonismo?


A indústria, embora enfrente ciclos longos e dificuldades como o Custo Brasil, é um patrimônio essencial que paga bons salários, desenvolve tecnologia e recolhe muitos impostos. Precisamos abrir e explorar melhor os mercados externos, com foco na venda de manufaturas – produtos que agregam valor e geram empregos intensivos. O que a indústria quer não é favor ou subsídio, mas sim condições semelhantes às dos nossos concorrentes para sermos competitivos.


Qual agenda o senhor pretende defender em Brasília para impulsionar a infraestrutura nacional?


Vivemos um momento desafiador, mas não há nada mais importante para a economia brasileira do que cortar despesas e reduzir o tamanho do Estado. É o primeiro passo para a redução dos juros altos. Nossa agenda terá um olhar atento à Reforma Tributária, e faremos um acompanhamento de perto para garantir que a regulamentação – especialmente a calibração das alíquotas – não resulte em aumento de impostos. O que o país quer é ver bons serviços públicos com os impostos que já são pagos. 


Como a FIESP pretende atuar diante das transformações digitais, da IA e da inovação?


Vamos liderar a preparação das empresas, especialmente as pequenas e médias, para esse novo cenário. A FIESP vai atuar como um exemplo de modernidade e eficiência, estimulando o empreendedorismo. Vamos implementar uma nova linha de formação, que prepare as pessoas para a transformação que a Inteligência Artificial e a Internet das Coisas (IoT) vão impor para os novos profissionais. Nosso objetivo é que o SENAI, juntamente com o SESI, sejam exemplo na educação e na formação profissional.


Qual palavra resume o legado que o senhor quer deixar nesta nova passagem pela presidência da FIESP — e por quê?


A palavra seria FUTURO. Ela traduzirá minha nova passagem porque o nosso foco e toda a nossa energia têm que estar concentrados em olhar para a frente. Temos que virar a página, cessar as críticas menores e trabalhar para que o Brasil não fique marcando passo. Nosso compromisso é ajudar o país para que nossas empresas, trabalhadores e jovens estejam prontos para a nova era.




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