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Boston,11/05/2026

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Escalando propósito: o caminho da Guatemala para o impacto global

Por María José Paiz


Escalando propósito: o caminho da Guatemala para o impacto global María José Paiz é Diretora Executiva da Fundación Bi, liderando iniciativas focadas em empreendedorismo, inovação e desenvolvimento social na Guatemala

A internacionalização, antes definida pela expansão de mercado, está sendo cada vez mais reinterpretada sob a perspectiva do impacto. Para organizações em economias emergentes, a questão já não se trata mais de se devem escalar, mas de como fazê-lo sem diluir o propósito. A Fundación Bi oferece um estudo de caso nessa transição, mostrando como iniciativas com raízes locais podem evoluir para plataformas regionalmente relevantes. 

Eu me encontro no centro de tudo isso, com minha liderança refletindo uma mudança na forma como fundações apoiadas por empresas operam. Com experiência em instituições financeiras e programas sociais, apresento um perfil híbrido: parte estrategista, parte arquiteta social. Desde que assumi a liderança, meu foco tem sido transformar iniciativas dispersas em um sistema coerente — um sistema que conecta esforços, alinha prioridades e garante sustentabilidade ao longo do tempo. 

Esse sistema é construído sobre pilares que abordam limitações estruturais. Por meio de nossas iniciativas de empreendedorismo, apoiamos a formalização e o crescimento de pequenos negócios, conectando-os a metodologias e redes globais. Nossos programas de inovação ajudam a reduzir lacunas tecnológicas e educacionais, enquanto as iniciativas de crescimento abordam condições sociais — saúde, mobilidade e resiliência comunitária — que sustentam a participação econômica. 

O que define nossa abordagem não é a amplitude das intervenções, mas sua integração. Vejo o voluntariado como uma alavanca de alinhamento, a educação financeira como infraestrutura essencial para a inclusão e a captação de recursos como uma função estratégica que garante continuidade. A comunicação fortalece a prestação de contas localmente, ao mesmo tempo em que constrói visibilidade globalmente. 

Por meio desse modelo, avançamos além das noções tradicionais de escala. Ao incorporar padrões internacionais no desenho dos programas, posicionamos a Fundación Bi dentro de um ecossistema mais amplo de atores de desenvolvimento. As parcerias ampliam nosso alcance e conectam iniciativas locais a agendas globais. 

Para mim, a internacionalização não se trata de presença, mas de relevância. Trata-se de traduzir conhecimento local em soluções escaláveis, ao mesmo tempo em que integramos expertise externa sem perder o contexto. O desafio à frente não é apenas crescer, mas institucionalizar — porque escalar impacto é, em última análise, uma questão de coerência. 




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